sábado, 23 de fevereiro de 2013

Biomassa de banana verde


Essa biomassa é encontrada pronta para vender em lojas de produtos naturais, mas você também pode preparar em casa.
Você vai precisar de 1 cacho de banana, água e amor.
Pode usar qualquer tipo de banana, mas não pode ter sido aclimatizada, passada pelos processos de maturação, quando recebe oxigênio para acelerar sua maturação, então tem que ser de preferência diretamente do pé!
Preparo:
- Colocar água na panela de pressão (o suficiente para cobrir as bananas) e deixe ferver.
- Acrescente as bananas já lavadas, feche a panela e quando começar a pegar pressão, abaixe o fogo e cozinhe por 10 minutos. 
- Desligue e espere sair a pressão da panela (não colocar embaixo da água para acelerar o processo).
 Ainda quente, tirar a casca e picar. 
- Colocar em um processador. É importante fazer isso enquanto a banana ainda está quente, para facilitar o processo.


Se necessário, colocar mais um pouco de água (não usar a do cozimento) até ficar um creme.
Caso não tenha um processador, pode colocar no liquidificador. Talvez seja necessário acrescentar um pouco mais de água.


Se você deixar a banana esfriar, não prepare. Primeiro coloque-a em banho maria para amolecer novamente, senão ela fica muito dura e difícil de trabalhar.

Como usar?
Dá liga e cremosidade às receitas. Pode ser usada em preparações para substituir a farinha de trigo ou amido de milho, nos sucos verdes, arroz, risotos, feijão, carnes, almôndegas, sopas, molhos, patês, mingau, bolos, tortas, etc. 
Obs: Se estiver congelada e for usar em sucos, tem que ser em temperatura ambiente.



- Se deixar na geladeira, pode ficar até 1 semana em uma tigela de vidro bem tampada.
- Também pode ser congelada em forminhas de gelo e deixar por até 3 meses.

* Fotos retiradas do Mais bonita (TV Gazeta) e Canção nova (com Renato Callefi)

Barrinha Nutritiva

Essa receita é preciosa para fazer nesse final de semana. Se programe, separe os ingredientes e mãos à obra.
Essa consegue matar (de verdade!) aquela vontade de comer doces, é super indicada para os esportistas como forma de reposição de carboidratos, além de ser super nutritiva, para exercício de endurance com alto desgaste físico.


Receita super fácil:

- 65 g de tâmara seca sem caroço (6 unidades)
- 38 g de damasco seco (5 unidades)
- 35 g de amêndoas cruas sem casca (1/2 xícara)
- 15 g de óleo de coco (1 colher de sopa bem cheia)
- 10 ml de agua (1 colher de sobremesa)
- 1 g de sal (1 colher rasa de café)

Passar tudo no processador (bater bem bem). Para facilitar, depois coloque no papel manteiga e modele para cortar. Dá pra fazer bolinha também, que é mais prático.

 

Você pode deixar em quadradinhos ou enrolar, se for mais prático. Quando enrolar, você pode acrescentar alguma semente, como gergelim, linhaça, quinua, amaranto ou outra da sua preferência.

Rende 8 barrinhas, do tamanho que você vê na foto. 
O prato da foto é um prato de sobremesa.

Cada barrinha nutritiva tem:
- Peso: 20 g
- Calorias:  80 Kcal
- Carboidratos: 9.47 g
- Proteínas: 0.94 g
- Gorduras (saudáveis): 4.25 g

Além disso, é muito saborosa! Ótima dica para quem quer comer um lanche da manhã ou da tarde durante o dia. É bem docinha, então ajuda a matar aquela vontade descontrolada de doce que algumas mulheres enfrentam em alguns períodos do mês, ou mesmo os homens, que não conseguem viver sem um docinho.

Bom apetite funcional!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Disbiose Intestinal: e agora?

Há diversos fatores que influenciam na composição da nossa microbiota intestinal.
Desde que nascemos, as bactérias intestinais sofrem interferência de tudo que nosso organismo precisa fazer. A introdução alimentar, a idade, o funcionamento intestinal, a alimentação e o uso de medicamentos são os principais responsáveis por definir como será a colonização desse ambiente.

Para saber se a disbiose ou permeabilidade intestinal são positivas é comum realizar uma investigação individual, durante a consulta, que consiste em avaliar a presença e ocorrência dos seguintes sintomas:

* Diarréia e/ou constipação ou os sintomas associados
* Dor ou distensão abdominal
* Muco ou sangue nas fezes
* Dor ou inchaço nas articulações ou artrite
* Fadiga frequente ou crônica
* Alergias, intolerâncias e sensibilidades alimentares (mesmo já diagnosticadas)
* Congestão nasal ou dos seios nasais, asma ou alergia nas vias aéreas
* Eczema ou urticária
* Confusão, memória ruim ou alterações de humor (interações cérebro/intestino)
* Inflamações frequentes ou crônicas
* História do uso de antiinflamatórios e/ou uso de antibióticos
* Consumo de álcool frequente ou o seu uso lhe faz mal
* Síndrome do Intestino Irritável, Retocolite ulcerativa, Doença de Crohn, Doença Celíaca, Sensibilidade ao glúten, Intolerância à lactose, Alergia às proteínas do leite, gastrite, etc.

Existem outras consequências do supercrescimento bacteriano no intestino, que podem ser déficit de crescimento em crianças, má absorção (gorduras, carboidratos, B12 e vitaminas lipossolúveis), sangramento intestinal, danos ao fígado, etc. Todos esses sintomas são avaliados em razão da sua frequencia e se necessário é introduzido um tratamento que se baseia nos 4Rs da Nutrição Funcional:

1º. Remover os patógenos, toxinas e alérgenos alimentares:
Principais responsáveis para favorecer a remoção: alho (óleo), orégano (óleo), própolis, alecrim, alcaçuz, tomilho, cebola, semente de abóbora, suco de cranberry, suco de maçã, ácido láurico, ácido caprílico,

2º. Reinocular bactérias benéficas:
- Probióticos: microorganismos vivos administrados em quantidades adequadas para conferir benefícios para o intestino. É muito importante saber escolher as cepas probióticas adequadas para cada pessoa e patologia.
São encontrados na forma de suplementos que podem ser adquiridos prontos ou manipulados, e o mais utilizados são do gênero Lactobacillus, Bifidobacterium e, em menor escala, Enterococcus faecium.
- Prebióticos: carboidratos não digeridos que estimulam o crescimento e atividades dos probióticos. 
Os mais conhecidos são oligofrutose e inulina. São encontrados na forma de suplementos ou nos alimentos, como a biomassa de banana verde, chicória e alcachofra. 
- Simbióticos: combinação de pré e probióticos. Também são encontrados na forma de suplementos.

3º. Recolocar fatores digestivos:
Os principais responsáveis para essa atividade são hortelã, pimenta, gengibre, erva-doce,  enzimas digestivas (produtos prontos).

4º. Reparar a mucosa oferecendo nutrientes e dieta não irritativa
Os nutrientes mais usados são:
- L-glutamina: importante fonte nutritiva para os colonócitos
- Arginina: apresenta efeitos específicos no intestino, melhora a cicatrização e é secretagogo de hormônios como o hormônio do crescimento e insulina
- Aloe vera gel/suco (apenas com indicação de produtos específicos) e espinheira santa (infusão): auxiliam na regeneração da mucosa intestinal

A dieta não irritativa consiste na exclusão de alimentos de difícil digestão como:
- Glúten, leite e derivados e soja e derivados (produtos não fermentados)
- Açúcar, mel, cana-de-áçucar, agave
- Cafeína e bebidas fermentadas ou gaseificadas
- Leveduras (fermento, levedo de cerveja, vinagre)
- Frutas cítricas (laranja, limão, grapefruit, lima, tangerina), tomate, pimentão, morango e mamão
- Amendoim, castanhas, avelã, nozes
- Rodiziar carnes (boi, frango, peixes, rã) ou eliminar bovina e suína (preferir orgânicas)
- Corantes artificiais, produtos industrializados, temperos prontos, frutos do mar,  embutidos em geral.

Os exames laboratoriais também podem auxiliar no diagnóstico e evolução: coprológico funcional, parasitológico de fezes, teste de permeabilidade intestinal e avaliação funcional do hemograma.

É importante lembrar que não adianta tratar e depois voltar a ter o mesmo tipo de alimentação sem cuidados, esperando que tudo fique resolvido. As alterações voltam a ocorrer e o quadro de disbiose pode se instalar novamente. Existem estudos mostrando que nem sempre a flora bacteriana consegue se manter somente com a alimentação pós tratamento, sendo necessária a repetição do programa nutricional após um tempo.

É muito importante você buscar auxílio nutricional para fazer esse tratamento de forma individualizada, avaliando todos os sinais e sintomas existentes e o tempo necessário para a evolução.

Consulte o seu Nutricionista!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Flora intestinal X Medicamentos

Os medicamentos são uma das principais causas das alterações na flora intestinal, podendo causar desequilíbrios funcionais no nosso estado de saúde X doença, devido à disbiose intestinal.

Os antibióticos agem na flora intestinal com a função de eliminar as bactérias. O que acontece é que ele não escolhe que tipo de bactéria eliminar e faz isso com todas as presentes, boas e ruins. Isso irá favorecer o crescimento de fungos, produzindo toxinas que irritam diretamente a barreira intestinal, aumentando a permeabilidade e absorvendo toxinas pelo sangue. Muitas pessoas sofrem casos de diárréia com o uso de antibióticos, piorando ainda mais esse quadro.



É impressionante, mas as bactérias resistentes podem predominar por quase 6 meses após a administração de um tratamento com antibiótico (amoxicilina) de 7 dias.

Pacientes com gastrite ou diarréia causadas por bactérias podem ser tratatos com o uso de antibióticos, no entanto, estão tratando um sintoma e não a possível causa desse quadro. Se esses microorganismos patogênicos conseguiram se estabelecer nesse ambiente, a ponto de dominar maior parte do território, com certeza algo estará errado com a flora saudável, e eliminar os poucos representantes dela, definitivamente, irá agravar o caso.

Os anti-inflamatórios são muito eficientes contra as dores, e são muito utilizados por esportistas no seu cotidiano para conseguirem conviver com as dores, resultados comuns dos treinamentos. Mas causam reações que alteram a produção de energia (ATP) e a síntese de prostaglandinas, podendo alterar a homeostase do cálcio junto à formação de radicais livres, com aumento da permeabilidade intestinal (o que já é exacerbado com excesso de exercícios). Essa permeabilidade favorece a passagem de substratos que o organismo reconhecerá como invasores e passará a atacá-los através da atividade imunológica.

Medicamentos como anti-ácidos, anti-ácidos histamínicos, bloqueadores da bomba de prótons diminuem ou podem até eliminar a acidez gástrica, que é o ambiente adequado para sobrevivência das bactérias protetoras. Assim, favorecerá o supercrescimento de bactérias nocivas no local (disbiose outra vez!).

O uso de laxantes faz com que o trânsito intestinal seja acelerado, desfavorecendo a manutenção da flora microbiana. Concordo que a constipação (ou intestino preso) também não é favorável para a adequada flora intestinal, mas o uso de laxantes pode agravar a disbiose por não favorecer equilíbrio local. Assim sendo, é preciso tratar a causa dessa constipação, investigando a hidratação, pouco consumo de fibras ou sensibilidades alimentares.

Os anti-inflamatórios hormonais e não-hormonais também alteram esse equilíbrio, bem como o consumo excessivo de alimentos processados, a excessiva exposição a toxinas ambientais, doenças como câncer e AIDS, disfunções hepatopancreáticas, estresse e a diverticulose e outras causas já apresentadas.

É preciso adequar estratégias nutricionais com o objetivo de manter e estimular as bactérias protetoras protetoras, substituindo os microorganismos nocivos da flora intestinal.

Continue acompanhando as postagens do blog, que essas estratégias serão apresentadas em seguida, que consiste no Programa 4Rs, que tem o objetivo de remover os agressores, reinocular bactérias benéficas, readequar a acidez gástrica e enzimas digestivas e reparar a mucosa através da dieta e de nutrientes essenciais.

Lembrando sempre da importância de um acompanhamento pelo seu Nutricionista Funcional, que irá investigar sua individualidade bioquímica e traçar a melhor estratégia nutricional para você.

Invista na sua saúde!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Disbiose Intestinal

O intestino é o órgão mais ativo do nosso organismo e abriga um ecossistema de bactérias que, quando em harmonia, resulta em um processo chave para se manter o equilíbrio entre saúde e doença.

Nosso intestino possui 3 linhas de defesa: a microbiota intestinal, a barreira mucosa e sistema imune entérico.

Quando ocorre um desequilíbrio na microbiota intestinal, é desencadeado um quadro conhecido como disbiose intestinal. Esse desequilíbrio ocorre entre as bactérias protetoras e agressoras do nosso intestino, com a produção de efeitos nocivos no organismos através de mudanças nas suas atividades, quantidades, qualidades e distribuição no trato gastro-intestinal.

A disbiose pode desencadear desde uma constipação (intestino preso) ou diarréia até quadros mais complexos como as alterações na barreira mucosa, aumento da permeabilidade local a açúcares intactos, diminuição da seletividade da absorção de substâncias tóxicas e de bactérias prejudiciais à saúde, além de super estimulação do sistema imune entérico na tentativa de re-equilibrar as funções locais.

Nessa figura, você pode ver como a permeabilidade intestinal permite que substâncias indesejadas também atravessem a barreira mucosa, as quais serão reconhecidas como agressores pelo nosso sistema imune entérico que reagirá contra estes.


Veja que a disbiose altera o funcionamento das linhas de defesa do intestino e isso pode ser associado a diversas doenças, como mostradas na figura:
Além de ativar o sistema imunológico de maneira desordenada, a disbiose facilita o ganho de peso, pode levar à fadiga, e ainda, gerar alterações dermatológicas, como urticárias e acne.

As principais situações que contribuem para a disbiose são:
- Partos cesáreas;
- Pouca amamentação;
- Uso de antibióticos, anti-ácidos, corticosteróides (antiinflamatórios não esteroidais: AAS, ibuprofeno, cetoprofeno, piroxicam, diclofenaco, nimesulida, etc);
- Alimentação desiquilibrada;
- Jejum prolongado;
- Comer muito rápido, mastigar pouco e tomar líquidos com as refeições;
- Má digestão;
- Consumo em excesso de açúcar, gorduras e proteínas;
- Pouco consumo de frutas, legumes, vegetais e alimentos integrais;
- Consumo de alimentos refinados, sem fibras (arroz branco, pão branco, pão francês, biscoitos, macarrão comum...);
- Fermentação de alimentos sem bactérias;
- Alergias alimentares não tratadas (mesmo após o diagnóstico);
- Estresse crônico;
- Deficiência de vitaminas e minerais.

Se você se identifica com esses sintomas (a maior parte das pessoas, eu acredito que sim), procure um Nutricionista capacitado para te ajudar.

É muito comum encontrar pacientes nessas condições durante as minhas consultas. 
Felizmente, existem tratamentos nutricionais para resolver essas situações que permitem que seu corpo tenha vitalidade positiva.

Tem coisas, que só um Nutricionista pode fazer por você.
Invista em seu maior patrimônio, sua saúde.