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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Resveratrol e seus benefícios

O resveratrol é um pequeno composto polifenólico (pertencente à família dos estilbenos), produzido naturalmente por diversas plantas para se protegerem do ataque de microrganismos patogênicos, como bactérias ou fungos. Esse composto bioativo, mais conhecido como o principal componente de uvas e vinho tinto, tem ganhado destaque por suas propriedades no antienvelhecimento, anticancerígenas, anti-inflamatórias, antioxidante e propriedades protetoras do sistema cardiovascular.

Estudos sugerem que a suplementação de resveratrol reduziu significativamente a taxa metabólica de repouso, efeito semelhante ao que ocorre quando há restrição calórica. Por outro lado, foi verificado no mesmo estudo que houve aumento do metabolismo mitocondrial no músculo, o que implica no aumento da queima de calorias, por meio da ativação das proteínas AMPK, SIRT1 (sirtuina 1)  e PGC-1alfa.
 
Além disso, teve efeito positivo sobre os níveis de glicose e insulina, sugerindo uma melhora da sensibilidade à insulina e com bom efeito na obesidade, sobre concentrações de triglicérides e diminuição do acúmulo de gorduras no fígado, com redução dos níveis da enzima ALT, com consequente melhora da função hepática.

Os resultados de outro estudo realizado com pacientes diabéticos tipo 2, também mostrou melhora da sensibilidade à insulina, em parelelo com a redução da resistência à insulina, com diminuição do estresse oxidativo e atuar sobre a via de sinalização da Akt.

Teve outros efeitos positivos sobre a redução de marcadores inflamatórios e da pressão arterial sistólica, em aproximadamente 5 mmHg.

Também em estudos in vitro e in vivo, verificou-se o potencial efeito quimiopreventivo em relação a diversos tipos de câncer, incluindo mama e cólon. O resveratrol também é capaz de fornecer neuro e cardio proteção, que tem sido atribuído, em parte, a um efeito anti-hipertensivo e hipolipemiante.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Chá de Cavalinha

Bom dia! Nova semana começando e eu espero que vocês não tenham exagerado no final de semana. Hoje eu comecei o dia com uma combinação de ervas, que ficou muito saborosa. Para o início do inverno, ajuda bastante a melhorar a imunidade também.
 
Preparo:
Ferver 500 ml de água com 1 pedaço de gengibre. Desligar o fogo e acrescentar 1 colher de chá rasa de cavalinha e 1 colher de chá rasa de chá branco. Tampar e deixar abafado por 5 minutos. Coar e está pronto. Nem precisou adoçar, mas caso queira, use stévia pura, mel ou açúcar mascavo/demerara/orgânico (não recomendo o uso de açúcar refinado!)

Preparando corretamente, você aproveita melhor os benefícios das ervas e alimentos.


Dica: O chá branco também pode ser substituído por hibisco, se você quer um efeito diurético ainda mais potente.

A ideia hoje é mostrar os efeitos da cavalinha, sabor suave e agradável, fica fácil de misturar com outras ervas (lembrando sempre que eu recomendo misturar até 3 tipos de ervas, ok) 

A cavalinha (Equisetum arvense) é rica em silício, manganês, potássio, flavonóides (quercetina) e compostos fenólicos. A união disso tudo lhe confere efeitos benéficos como:

- Sais de silício auxiliam na formação dos tecidos conjuntivos e da cartilagem. Favorecem a saúde da pele.
- Flavonóides e compostos fenólicos são antioxidantes e hepatoprotetores.
- Flavonóides e sais de potássio têm efeito diurético suave
- Efeito analgésico e antiinflamatório
- Uso aprovado no tratamento de inflamação das vias urinárias baixas e na terapia de suporte a cirurgias do trato urinário
- Uso como diurético suave em casos de edema discreto ou pós-traumático e, uso externo como cicatrizante de feridas.
- Remineralizante, depurativa. 


Se você não tem nenhum problema de saúde, é uma ótima escolha para manter uma vida saudável e com qualidade, sempre com foco na prevenção.

Atenção às quantidades e contra-indicações, respeite sempre o seu organisno, não exagere na dose e nem use a longo prazo. Faça rodízio entre tantar ervas que existem.

Modo de usar:
Para efeito diurético, indica-se 50 a 200 ml por dia e efeito hemostático, dose de 500 ml por dia.
Se for usar pura, pode colocar 1 colher de sopa rasa para cada 500 ml de água.

Contra-indicações:
A cavalinha não é recomendada para pacientes com disfunção cardíaca ou renal.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Chás: tipos diferentes

Você sabia que alguns chás contêm a mesma planta na sua composição?




Aqui, todos os chás mostrados são Camellia sinensis, e a diferença entre eles e suas propriedades ocorre pelo seu processamento após a colheita.


Vamos conhecer essas diferenças?






CHÁ VERDE
Colhido mais cedo, tendo folhas mais novas e tenras, não sofrem fermentação, apenas secagem. São colocadas sobre o vapor e depois secadas, assim, não há oxidação dos polifenóies e há preservação de mais nutrientes. Esse processo permite a preservação de seus polifenóis
CHÁ BRANCO
Colhido antes de ser o chá verde, folhas mais jovens, elaborado a partir dos brotos da erva e não passa por processo de aquecimento, assegurando uma concentração significativa de princípios ativos benéficos.
CHÁ PRETO
Suas folhas são maceradas e passam por um processo de fermentação que consiste na oxidação enzimática e geração de substâncias conhecidas como flavonóis teaflavina (que dão a cor alaranjada ou vermelha).
CHÁ OLLONG
Origina-se da oxidação parcial das folhas, com efeitos menos evidentes. É feito da parte tenra das folhas e passa por um processo rápido de fermentação. Contém maiores concentrações de catequinas, benéficas ao nosso organismo.
BAN CHÁ
Colhido mais tarde, tendo folhas mais velhas e rasteiras grossas e fibrosas, junto com o talo. Menor teor de cafeína e tanino.
MATSUBARA, S.; RODRIGUEZ-AMAYA, D. B. Teores de catequinas e teaflavonas em chás comercializados no Brasil. Cienc Tecnol Aliment, 26 (2): 401-407, 2006.


Além disso, a composição de todos os chás varia de acordo com o clima, estação, práticas de cultura, variedade e idade das folhas.
O chá verde tem sido um dos mais divulgados, pois sabe-se que o principal polifenol componente do chá é a epigalocatequina-3-galato (EGCG) sendo a ela atribuído o efeito anticarcinogênico. As evidências, em estudos epidemiológicos, indicam que o consumo de chá verde está inversamente relacionado à incidência de câncer de mama, próstata e gastrointestinal.

Você sabia disso? É importante compartilhar!
Bom final de semana!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Chá verde: Camellia sinensis

O chá verde é considerado um alimento funcional, sendo uma das bebidas estimulantes mais consumidas no mundo. Muitos produtos levam o nome de chá verde, mas são verdadeiros apenas aquels que têm a planta Camellia sinensis. Entre seus compostos ativos estão a quercetina, kampferol, cafeína, aminoácidos (teanina), catequinas simples, epicatequina, galatoepicatequina, epigalocatequina, galatoepigalocatequina e galatocatequina-galato.


Efeitos biológicos

- Efeito termogênico, aumentando o metabolismo e favorecendo a queima de gordura e perda de peso, com manutenção da massa magra.
- Diminuição da fadiga.
- Efeito protetor contra diversos tipos de câncer e doenças cardiovasculares.
- Inibe a peroxidação de gorduras.
- Propriedades anti-inflamatória, hepatoprotetora, hipoglicemiante, anti-mutagênica, antialérgica, antiesclerótica, antibacteriana e anticárie.
- Rico em minerais, vitamina C e K e fluoreto.
- Antioxidante e protetor contra o estresse oxidativo.

A cafeína é considerada uma droga estimulante, possui efeito sobre a função mental e comportamental, produz excitação, euforia, reduz a fadiga, aumenta a atividade motora e pode afetar o sono. 

Apesar de ter uma concentração de cafeína menor que no café (6% cafeína/xícara de chá verde e 25% cafeína/xícara de café), a interação da cafeína com a epigalocatequina-galato do chá verde tem proporcionado maior efeito termogênico, favorecendo a perda de peso, oferecendo efeito ergogênico em praticantes de atividades físicas de endurance, melhorando o condicionamento dos atletas e retardando a fadiga muscular.

O consumo de chá verde é um aliado alimentar efetivo para a perda de peso e diminuição da gordura corporal, sem que haja perda de massa muscular. Seu consumo aliado à prática de exercício físico resistido auxilia na redução de triglicerídeos, ganho de força muscular, ganho de massa magra e na redução de massa gorda.

Produtos: Qual escolher?

Os produtos disponíveis são encontrados à granel, na forma de sachê e em bebidas prontas.


Dentre estes produtos, estudos mostram que o uso da erva a granel (com agitação) e tempo de infusão de 5 minutos com a temperatura da água a 100ºC foi a condição mais propícia para o melhor aproveitamento dos compostos benéficos. Quando se prepara o chá verde em maior quantidade, pode-se aumentar a sua eficiência, pois o resfriamento mais demorado favorece o processo (o resfriamento de volumes maiores é mais demorado que o de volumes menores).
* Preparo recomendado:
1º) Ferver a água; 2º) Desligar o fogo; 3º) Colocar a erva; 4º) Abafar e agitar por 5 minutos; 5º) Beber ou esfriar; 6º) Consumir em até 24 horas.

Alguns estudos mostram que o chá verde na forma de sachê possui propriedades benéficas em quantidade bem menor, quando comparados às ervas a granel, podendo ser utilizados eventualmente. Já as bebidas prontas apresentam um valor muito pequeno de chá verde, não sendo consideradas como boa escolha para o consumo.

Preparo X consumo

Após o preparo, a composição do chá verde permanece estável até 24 horas em geladeira, não ocorrendo redução das propriedades antioxidantes e variações significativas dentro desse período. Passado esse tempo, as propriedades não são mais mantidas.

Cuidados

O chá verde também pode trazer alguns malefícios à saúde, se for consumido de forma inadequada e em excesso. Sempre consulte um profissional da saúde para esclarecer as dúvidas e indicar a melhor maneira de utilizá-lo.