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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Dizendo não.... com jeitinho!


Como dizer não para os pequenos que mais amamos...

Sei que pode ser complicado dizer não para nossos filhos, nossas crianças amadas... sejam nossos sobrinhos, afilhados ou conhecidos mais próximos...

(...) Dizer NÃO ensina a criança que o mundo está repleto de limites necessários, e constrói uma relação de confiança entre você e seu filho. Quando seus filhos argumentam que os "amiguinhos" comem coisas que sabermos ser "porcarias", procure responder de maneira franca e honesta, mas seja firme e compassivo (a).

Por exemplo: "sei que vocês possam estar desapontados com os alimentos em nossa casa, mas comer coisas cheias de açúcar ou gordura saturada/trans não faz bem para nossos dentes e nosso organismo".

Com o tempo, formule algumas regrinhas básicas (embora, é claro, toda família tenha suas próprias regras):

1. Tente não ser ambivalente, nem se desculpar por suas regras.

2. Sempre explique suas razões.

3. Explique que outras pessoas comem de maneira diferente, e que cada casa tem regras e pensamentos diferentes. Algumas fazem as crianças felizes, outras, aborrecidas; mas as regras são formuladas para garantir a saúde e segurança dos filhos.

4. Entenda o sentimento das crianças, mas não ceda. Sinta que isso lhes dará mais confiança, e confirma a credibilidade e consistência. (...)

5. Não dê castigos e não faça chantagens com alimentos/sobremesas. Isso faz com que a criança associe o sofrimento à alguns alimentos. Essa cicatriz pode ser tornar duradoura e a criança crescer evitando o alimento, sem entender a razão.

Ame seus pequenos. Não tenha dó por não oferecer determinados alimentos, como refrigerantes por exemplo. Muitas crianças nunca provaram e não deixam de ser mais felizes por isso (acredito que seja bem o contrário).

Se você tem dificuldades em introduzir novos hábitos alimentares em casa, ensinar seus pequenos a se alimentar melhor, lembre-se que os adultos são sempre o melhor exemplo a ser seguido e que não adianta nada querer impor mudanças que você também não acredita.

Siga devagar, trace novos objetivos a curto prazo e peça orientação profissional de um Nutricionista para te ajudar.

A mudança de comportamento é essencial, mas ela só será verdadeira se for para sempre, sem radicalismos, porém com algumas renúncias importantes.





(alguns trechos retirados do livro "Deliciosos e Disfarçados).

domingo, 8 de dezembro de 2013

Suco do bom intestino

Ótima opção para quebrar o jejum do dia, oferecendo nutrientes para sua saúde intestinal logo cedo.

Ingredientes:

200ml de água de coco ou água
1 fatia mamão
1 colher de sobremesa de colágeno hidrolisado
2 cubos verdes
1 colher chá farinha de linhaça dourada
Stévia à gosto
Gelo


* Farinha de banana verde: é um complemento que sempre incluo nos sucos, por ser uma fonte de prebióticos, alimentos para a nossa flora intestinal saudável.

Vale sempre!!!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Bebidas açucaradas

Por que eu fico tão preocupada quando um pai ou mãe me fala que seu filho adora refrigerantes, sucos de caixinha ou sucos em pó?!

Uma pesquisa publicada na revista The American Journal of Clinical Nutrition demonstrou que o consumo frequente de bebidas adoçadas com AÇÚCARES SIMPLES, como os refrigerantes e sucos industrializados, aumentou o risco cardiometabólico em adolescentes.

Esse risco se refere a um conjunto de condições que favorecem o desenvolvimento de DIABETES TIPO 2 e DOENÇAS CARDIOVASCULARES, além de interferir negativamente nas frações de colesterol HDL (colesterol "bom") e aumentar triglicerídeos.

Este estudo foi um dos poucos que examinou as possíveis associações entre a ingestão de bebidas açucaradas e fatores de risco cardiometabólico em adolescentes.
Os resultados fornecem evidência de que o consumo moderado (>750 ml/ dia) durante a adolescência pode ter consequências NEGATIVAS para a saúde, devendo ser LIMITADO.

Se para as crianças e adolescentes já é perigoso, imagine para os adultos!

Vamos repensar e refletir o que estamos colocando no carrinho de compras?!

Alguns países já planejam aplicar impostos adicionais em bebidas açucaradas, defendendo a hipótese que a taxa diminuirá gastos públicos com obesidade e financiará iniciativas saudáveis em escolas.


Vamos ficar atentos!

- Refrigerantes e outras bebidas açucaradas são a maior fonte de calorias (vazias) da sua alimentação. (Dietary Guidelines for Americans, 2011)

- Uma porção extra de bebidas açucaradas por dia eleva o risco de obesidade de uma criança em 60% (The Lancet, 2001)

- Um ou dois copos de bebidas açucaradas por dia aumenta o risco de diabetes tipo 2 em cerca de 25% (Diabetes Care, 2010)



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Óleo de coco


O óleo de coco extra virgem é uma fonte interessante de triglicerídeos de cadeia média (TCM), com efeitos positivos no tratamentos de síndromes de má absorção e para algumas modalidades esportivas, devido à sua rápida absorção e solubilidade. 

Os TCM apresenta um comportamento diferente das demais gorduras, sendo facilmente absorvidos e transformados em energia no fígado, não se acumulando como gordura.

As demais gorduras requerem uma grande quantidade de ácidos biliares e muitas etapas digestivas para serem divididas em unidades menores para então, serem absorvidas pela corrente sanguínea. Uma vez no sangue, eles são absorvidos por células adiposas e armazenado como gordura no corpo.

Em contraste, os TCM são mais solúveis em água e são capazes de entrar na corrente sanguínea de forma mais rápida. Uma vez no sangue, são transportados diretamente para o fígado. Assim, são uma fonte de energia disponível imediatamente e apenas uma pequena percentagem são convertidos em gordura corporal.

TCM são ácidos graxos curtos o suficiente para serem fácil e prontamente absorvidos, não demandam tantas enzimas e sais biliares quanto as gorduras comuns. 

Assim, sua absorção é comparada a dos carboidratos, embora sem a utilização de insulina, o que faz com que os MCT não sejam depositados em forma de gordura, além de ajudar a manter estável a glicemia.

Efeitos positivos do óleo de coco:

-  fortalece o sistema imunológico
- regula a função intestinal, melhorando a flora intestinal (diarréia ou constipação)
- ótimo antioxidante
- melhora a hidratação da pele e cabelos
- gordura não associada ao aparecimento de doenças cardiovasculares
- prevenção do aumento do colesterol (LDL) e pressão alta
- favorece o controle do peso por estimular o aumento do metabolismo
- favorece a saciedade
- boa fonte de energia através de gorduras saudáveis
- preserva o glicogênio e massa muscular durante práticas esportivas

Deve haver um controle da ingestão do óleo de coco, pois é um alimento calórico, sendo recomendado que seja utilizado em preparações frias, como em frutas, sucos, vitaminas e saladas, ou para finalizar pratos quentes.
Não se deixe levar por propagandas ou anúncios que os representantes fazem... não existe milagre!

Também não existem diferenças entre o líquido e solidificado. Isso acontece pela temperatura do ambiente.

As quantidades devem ser adequadas ao seu objetivo. Não recomendo o uso de suplementos nutricionais para esse fim, sem orientação nutricional, pois existem diferenças entre os tipos disponíveis no mercado.

Consulte um Nutricionista Funcional para orientar a necessidade, uso, quantidade e tipo de produto (suplemento ou não)!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Chá de Cavalinha

Bom dia! Nova semana começando e eu espero que vocês não tenham exagerado no final de semana. Hoje eu comecei o dia com uma combinação de ervas, que ficou muito saborosa. Para o início do inverno, ajuda bastante a melhorar a imunidade também.
 
Preparo:
Ferver 500 ml de água com 1 pedaço de gengibre. Desligar o fogo e acrescentar 1 colher de chá rasa de cavalinha e 1 colher de chá rasa de chá branco. Tampar e deixar abafado por 5 minutos. Coar e está pronto. Nem precisou adoçar, mas caso queira, use stévia pura, mel ou açúcar mascavo/demerara/orgânico (não recomendo o uso de açúcar refinado!)

Preparando corretamente, você aproveita melhor os benefícios das ervas e alimentos.


Dica: O chá branco também pode ser substituído por hibisco, se você quer um efeito diurético ainda mais potente.

A ideia hoje é mostrar os efeitos da cavalinha, sabor suave e agradável, fica fácil de misturar com outras ervas (lembrando sempre que eu recomendo misturar até 3 tipos de ervas, ok) 

A cavalinha (Equisetum arvense) é rica em silício, manganês, potássio, flavonóides (quercetina) e compostos fenólicos. A união disso tudo lhe confere efeitos benéficos como:

- Sais de silício auxiliam na formação dos tecidos conjuntivos e da cartilagem. Favorecem a saúde da pele.
- Flavonóides e compostos fenólicos são antioxidantes e hepatoprotetores.
- Flavonóides e sais de potássio têm efeito diurético suave
- Efeito analgésico e antiinflamatório
- Uso aprovado no tratamento de inflamação das vias urinárias baixas e na terapia de suporte a cirurgias do trato urinário
- Uso como diurético suave em casos de edema discreto ou pós-traumático e, uso externo como cicatrizante de feridas.
- Remineralizante, depurativa. 


Se você não tem nenhum problema de saúde, é uma ótima escolha para manter uma vida saudável e com qualidade, sempre com foco na prevenção.

Atenção às quantidades e contra-indicações, respeite sempre o seu organisno, não exagere na dose e nem use a longo prazo. Faça rodízio entre tantar ervas que existem.

Modo de usar:
Para efeito diurético, indica-se 50 a 200 ml por dia e efeito hemostático, dose de 500 ml por dia.
Se for usar pura, pode colocar 1 colher de sopa rasa para cada 500 ml de água.

Contra-indicações:
A cavalinha não é recomendada para pacientes com disfunção cardíaca ou renal.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Alimentos Afrodisíacos


Assim como ocorre com a sexualidade, a boa mesa também é inseparável da imaginação (Jean F Revel), então devemos reconhecer que a gastronomia é arte que pode nos dar prazer na mesa e por que não, na cama? 

No entanto, não existem comprovações concretas que garantam que determinado alimento tenha ação afrodisíaca, mas sim que alguns nutrientes desses alimentos possam auxiliar no desempenho sexual por exercerem diversas ações no organismo.

Mas como hoje é dia dos namorados e não quero ser estraga prazeres, considero válido experimentar esses alimentos, estimulando seus sentidos nesse dia especial, deixando rolar um clima, afinal, afrodisíaco é qualquer substância ou atividade que desperta o desejo amoroso... e o único afrodisíado verdadeiramente infalível é o amor (ah, estou romântica).

Os alimentos podem ser reconhecidos como afrodisíacos por:
1) associação imediata com o formato (ex: ostras e aspargos) ou associações como ao ingerir o órgão sexual de outro animal (como testículos), estaria adquirindo a sua força também.
2) por provocarem algum tipo de reação fisiológica como aumento dos batimentos cardíacos ou da temperatura corporal
3) por conterem alguns nutrientes que auxiliam no bem estar geral (zinco, magnésio, vitaminas e substrato para serotonina).

Alguns exemplos de alimentos considerados “afrodisíacos” e suas ações: 



Muitas frutas consumidas regularmente em nossa alimentação também são consideradas afrodisíacas, como: abacate, banana, coco, damasco, romã, maçã, morango, framboesa, pêra, pêssegos, tâmara, uva, entre outros. Muitas frutas estão associadas ao prazer e a fertilidade, e muitas vezes suas formas são associadas com o corpo feminino.

Como existem os indicados, é importante lembrar que alguns alimentos devem ser evitados (sinal vermelho!!!), pois exercem ação contrária aos alimentos afrodisíacos, como:


- Frituras, doces, massas, carnes gordurosas ou molho branco: devido ao seu conteúdo de gordura, que impede a circulação adequada de sangue e dificulta a digestão;

    Então, ir à uma churrascaria ou rodízio de massas é preciso atenção! Cuidado com aqueles fondues também, já que nessa época costuma esfriar à noite. Se escolher uma massa,  escolha um molho vermelho e prefira uma carne grelhada para acompanhar.
- Bebida alcoólica em excesso: pode causar impotência, sonolência e acabar com a noite;
- Brássicas (couve, repolho, couve-flor, etc) e leguminosas como o feijão: devido ao seu teor de fermentação, podem provocar flatulência. Não vai ser nada legal ficar com gases e depois querer namorar...

Dicas práticas: 
HOJE coma comida leve! Uma carne branca grelhada, como um salmão ou outro peixe, legumes cozidos ou salteados... sabe onde a pedida é boa?! 
 -Restaurante Japonês. Inclui vários alimentos citados, como o gengibre, está super na moda e muita gente adora (cuidado com os fritos)

Não podemos esquecer que devemos sempre aliar estes alimentos considerados afrodisíacos a uma alimentação habitual saudável para garantir estes efeitos, respeitando os sinais que seu corpo dá quando não se sente bem com determinado alimento.


Um alimento que estimule a libido e aumente a capacidade sexual pode ser qualquer manjar natural e atrativo pelo olhar, pelo olfato e claro, pelo paladar. Mas tudo isso não significa que os efeitos serão iguais para todos. Sem muito mistério, o melhor afrodisíaco é (e sempre será) o amor, a comida, o (a) companheiro (a), sempre bem entretido com a imaginação, intimidade e humor.

Feliz Dia dos Namorados!


Fontes consultadas: VP online (2008), Daskal (2008), Basso (2004)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Disbiose Intestinal: e agora?

Há diversos fatores que influenciam na composição da nossa microbiota intestinal.
Desde que nascemos, as bactérias intestinais sofrem interferência de tudo que nosso organismo precisa fazer. A introdução alimentar, a idade, o funcionamento intestinal, a alimentação e o uso de medicamentos são os principais responsáveis por definir como será a colonização desse ambiente.

Para saber se a disbiose ou permeabilidade intestinal são positivas é comum realizar uma investigação individual, durante a consulta, que consiste em avaliar a presença e ocorrência dos seguintes sintomas:

* Diarréia e/ou constipação ou os sintomas associados
* Dor ou distensão abdominal
* Muco ou sangue nas fezes
* Dor ou inchaço nas articulações ou artrite
* Fadiga frequente ou crônica
* Alergias, intolerâncias e sensibilidades alimentares (mesmo já diagnosticadas)
* Congestão nasal ou dos seios nasais, asma ou alergia nas vias aéreas
* Eczema ou urticária
* Confusão, memória ruim ou alterações de humor (interações cérebro/intestino)
* Inflamações frequentes ou crônicas
* História do uso de antiinflamatórios e/ou uso de antibióticos
* Consumo de álcool frequente ou o seu uso lhe faz mal
* Síndrome do Intestino Irritável, Retocolite ulcerativa, Doença de Crohn, Doença Celíaca, Sensibilidade ao glúten, Intolerância à lactose, Alergia às proteínas do leite, gastrite, etc.

Existem outras consequências do supercrescimento bacteriano no intestino, que podem ser déficit de crescimento em crianças, má absorção (gorduras, carboidratos, B12 e vitaminas lipossolúveis), sangramento intestinal, danos ao fígado, etc. Todos esses sintomas são avaliados em razão da sua frequencia e se necessário é introduzido um tratamento que se baseia nos 4Rs da Nutrição Funcional:

1º. Remover os patógenos, toxinas e alérgenos alimentares:
Principais responsáveis para favorecer a remoção: alho (óleo), orégano (óleo), própolis, alecrim, alcaçuz, tomilho, cebola, semente de abóbora, suco de cranberry, suco de maçã, ácido láurico, ácido caprílico,

2º. Reinocular bactérias benéficas:
- Probióticos: microorganismos vivos administrados em quantidades adequadas para conferir benefícios para o intestino. É muito importante saber escolher as cepas probióticas adequadas para cada pessoa e patologia.
São encontrados na forma de suplementos que podem ser adquiridos prontos ou manipulados, e o mais utilizados são do gênero Lactobacillus, Bifidobacterium e, em menor escala, Enterococcus faecium.
- Prebióticos: carboidratos não digeridos que estimulam o crescimento e atividades dos probióticos. 
Os mais conhecidos são oligofrutose e inulina. São encontrados na forma de suplementos ou nos alimentos, como a biomassa de banana verde, chicória e alcachofra. 
- Simbióticos: combinação de pré e probióticos. Também são encontrados na forma de suplementos.

3º. Recolocar fatores digestivos:
Os principais responsáveis para essa atividade são hortelã, pimenta, gengibre, erva-doce,  enzimas digestivas (produtos prontos).

4º. Reparar a mucosa oferecendo nutrientes e dieta não irritativa
Os nutrientes mais usados são:
- L-glutamina: importante fonte nutritiva para os colonócitos
- Arginina: apresenta efeitos específicos no intestino, melhora a cicatrização e é secretagogo de hormônios como o hormônio do crescimento e insulina
- Aloe vera gel/suco (apenas com indicação de produtos específicos) e espinheira santa (infusão): auxiliam na regeneração da mucosa intestinal

A dieta não irritativa consiste na exclusão de alimentos de difícil digestão como:
- Glúten, leite e derivados e soja e derivados (produtos não fermentados)
- Açúcar, mel, cana-de-áçucar, agave
- Cafeína e bebidas fermentadas ou gaseificadas
- Leveduras (fermento, levedo de cerveja, vinagre)
- Frutas cítricas (laranja, limão, grapefruit, lima, tangerina), tomate, pimentão, morango e mamão
- Amendoim, castanhas, avelã, nozes
- Rodiziar carnes (boi, frango, peixes, rã) ou eliminar bovina e suína (preferir orgânicas)
- Corantes artificiais, produtos industrializados, temperos prontos, frutos do mar,  embutidos em geral.

Os exames laboratoriais também podem auxiliar no diagnóstico e evolução: coprológico funcional, parasitológico de fezes, teste de permeabilidade intestinal e avaliação funcional do hemograma.

É importante lembrar que não adianta tratar e depois voltar a ter o mesmo tipo de alimentação sem cuidados, esperando que tudo fique resolvido. As alterações voltam a ocorrer e o quadro de disbiose pode se instalar novamente. Existem estudos mostrando que nem sempre a flora bacteriana consegue se manter somente com a alimentação pós tratamento, sendo necessária a repetição do programa nutricional após um tempo.

É muito importante você buscar auxílio nutricional para fazer esse tratamento de forma individualizada, avaliando todos os sinais e sintomas existentes e o tempo necessário para a evolução.

Consulte o seu Nutricionista!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Flora intestinal X Medicamentos

Os medicamentos são uma das principais causas das alterações na flora intestinal, podendo causar desequilíbrios funcionais no nosso estado de saúde X doença, devido à disbiose intestinal.

Os antibióticos agem na flora intestinal com a função de eliminar as bactérias. O que acontece é que ele não escolhe que tipo de bactéria eliminar e faz isso com todas as presentes, boas e ruins. Isso irá favorecer o crescimento de fungos, produzindo toxinas que irritam diretamente a barreira intestinal, aumentando a permeabilidade e absorvendo toxinas pelo sangue. Muitas pessoas sofrem casos de diárréia com o uso de antibióticos, piorando ainda mais esse quadro.



É impressionante, mas as bactérias resistentes podem predominar por quase 6 meses após a administração de um tratamento com antibiótico (amoxicilina) de 7 dias.

Pacientes com gastrite ou diarréia causadas por bactérias podem ser tratatos com o uso de antibióticos, no entanto, estão tratando um sintoma e não a possível causa desse quadro. Se esses microorganismos patogênicos conseguiram se estabelecer nesse ambiente, a ponto de dominar maior parte do território, com certeza algo estará errado com a flora saudável, e eliminar os poucos representantes dela, definitivamente, irá agravar o caso.

Os anti-inflamatórios são muito eficientes contra as dores, e são muito utilizados por esportistas no seu cotidiano para conseguirem conviver com as dores, resultados comuns dos treinamentos. Mas causam reações que alteram a produção de energia (ATP) e a síntese de prostaglandinas, podendo alterar a homeostase do cálcio junto à formação de radicais livres, com aumento da permeabilidade intestinal (o que já é exacerbado com excesso de exercícios). Essa permeabilidade favorece a passagem de substratos que o organismo reconhecerá como invasores e passará a atacá-los através da atividade imunológica.

Medicamentos como anti-ácidos, anti-ácidos histamínicos, bloqueadores da bomba de prótons diminuem ou podem até eliminar a acidez gástrica, que é o ambiente adequado para sobrevivência das bactérias protetoras. Assim, favorecerá o supercrescimento de bactérias nocivas no local (disbiose outra vez!).

O uso de laxantes faz com que o trânsito intestinal seja acelerado, desfavorecendo a manutenção da flora microbiana. Concordo que a constipação (ou intestino preso) também não é favorável para a adequada flora intestinal, mas o uso de laxantes pode agravar a disbiose por não favorecer equilíbrio local. Assim sendo, é preciso tratar a causa dessa constipação, investigando a hidratação, pouco consumo de fibras ou sensibilidades alimentares.

Os anti-inflamatórios hormonais e não-hormonais também alteram esse equilíbrio, bem como o consumo excessivo de alimentos processados, a excessiva exposição a toxinas ambientais, doenças como câncer e AIDS, disfunções hepatopancreáticas, estresse e a diverticulose e outras causas já apresentadas.

É preciso adequar estratégias nutricionais com o objetivo de manter e estimular as bactérias protetoras protetoras, substituindo os microorganismos nocivos da flora intestinal.

Continue acompanhando as postagens do blog, que essas estratégias serão apresentadas em seguida, que consiste no Programa 4Rs, que tem o objetivo de remover os agressores, reinocular bactérias benéficas, readequar a acidez gástrica e enzimas digestivas e reparar a mucosa através da dieta e de nutrientes essenciais.

Lembrando sempre da importância de um acompanhamento pelo seu Nutricionista Funcional, que irá investigar sua individualidade bioquímica e traçar a melhor estratégia nutricional para você.

Invista na sua saúde!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Disbiose Intestinal

O intestino é o órgão mais ativo do nosso organismo e abriga um ecossistema de bactérias que, quando em harmonia, resulta em um processo chave para se manter o equilíbrio entre saúde e doença.

Nosso intestino possui 3 linhas de defesa: a microbiota intestinal, a barreira mucosa e sistema imune entérico.

Quando ocorre um desequilíbrio na microbiota intestinal, é desencadeado um quadro conhecido como disbiose intestinal. Esse desequilíbrio ocorre entre as bactérias protetoras e agressoras do nosso intestino, com a produção de efeitos nocivos no organismos através de mudanças nas suas atividades, quantidades, qualidades e distribuição no trato gastro-intestinal.

A disbiose pode desencadear desde uma constipação (intestino preso) ou diarréia até quadros mais complexos como as alterações na barreira mucosa, aumento da permeabilidade local a açúcares intactos, diminuição da seletividade da absorção de substâncias tóxicas e de bactérias prejudiciais à saúde, além de super estimulação do sistema imune entérico na tentativa de re-equilibrar as funções locais.

Nessa figura, você pode ver como a permeabilidade intestinal permite que substâncias indesejadas também atravessem a barreira mucosa, as quais serão reconhecidas como agressores pelo nosso sistema imune entérico que reagirá contra estes.


Veja que a disbiose altera o funcionamento das linhas de defesa do intestino e isso pode ser associado a diversas doenças, como mostradas na figura:
Além de ativar o sistema imunológico de maneira desordenada, a disbiose facilita o ganho de peso, pode levar à fadiga, e ainda, gerar alterações dermatológicas, como urticárias e acne.

As principais situações que contribuem para a disbiose são:
- Partos cesáreas;
- Pouca amamentação;
- Uso de antibióticos, anti-ácidos, corticosteróides (antiinflamatórios não esteroidais: AAS, ibuprofeno, cetoprofeno, piroxicam, diclofenaco, nimesulida, etc);
- Alimentação desiquilibrada;
- Jejum prolongado;
- Comer muito rápido, mastigar pouco e tomar líquidos com as refeições;
- Má digestão;
- Consumo em excesso de açúcar, gorduras e proteínas;
- Pouco consumo de frutas, legumes, vegetais e alimentos integrais;
- Consumo de alimentos refinados, sem fibras (arroz branco, pão branco, pão francês, biscoitos, macarrão comum...);
- Fermentação de alimentos sem bactérias;
- Alergias alimentares não tratadas (mesmo após o diagnóstico);
- Estresse crônico;
- Deficiência de vitaminas e minerais.

Se você se identifica com esses sintomas (a maior parte das pessoas, eu acredito que sim), procure um Nutricionista capacitado para te ajudar.

É muito comum encontrar pacientes nessas condições durante as minhas consultas. 
Felizmente, existem tratamentos nutricionais para resolver essas situações que permitem que seu corpo tenha vitalidade positiva.

Tem coisas, que só um Nutricionista pode fazer por você.
Invista em seu maior patrimônio, sua saúde.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Cardápio Antioxidante

Conhecemos os alimentos funcionais e antioxidantes relacionados com a longevidade e pensamos como faremos para incluir esses alimentos na nossa alimentação...

Hoje você pode conferir uma dica de como acrescentar esses alimentos no seu cardápio antioxidante, podendo escolher uma ou todas as opções para o seu dia. 

Saiba que esses alimentos não precisam ser todos incluídos diariamente, mas sim fazer parte dos seus hábitos, consumindo-os regularmente. Isso já trará os benefícios da nutrição celular e prevenção de doenças.

A formação de novos hábitos deve ser feita aos poucos, para que essas novas escolhas se tornem permanentes.

As quantidades e porções precisam ser adequadas à sua individualidade, pois aqui é apenas uma sugestão de como é possível ter esses alimentos no seu dia a dia. Então recomendo que você consulte um Nutricionista capacitado para te acompanhar.






Que tal? Super funcional não?!
Previna-se dos males dos radicais livres sem ter que abrir mão do prazer na hora de comer!
Consulte um Nutricionista!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Longevidade e Alimentos

A longevidade está muito mais relacionada com a nossa alimentação do que com qualquer outro fator. Mesmo que se tente controlar outro fatores, como fazer exercícios ou o estresse, se a  sua alimentação não for equilibrada, nada disso surtirá efeito a longo prazo, pois os efeitos adversos da nossa rotina, não poderão ser controlados e o seu corpo terá que carregar isso ao longo dos anos.

Quer entender como isso funciona?

Você respira? Então você produz radicais livres!
Pratica atividade física? Produz radicais livres!
Trabalha demais, rotina cansativa e não tem tempo para se cuidar? Produz radicais livres.
Está preocupado lendo isso? Então você produziu um pouco mais de radicais livres.

Os radicais livres (RL) fazem parte da nossa vida e de tudo que envolve o oxigênio. É preciso oferecer-lhes estabilidade, evitando que sejam produzidos sem controle. O que isso quer dizer? Fazer esse radical deixar de ser livre, reduzindo-o e dando-lhe estabilidade para ser eliminado do organismo ao invés de, em desequilíbrio, gerar reações que podem provocar danos celulares e estresse oxidativo, responsável pelo desenvolvimento de diversas patologias como câncer, aterosclerose, reumatismo, artrite, Parkinson, Ahlzeimer e até o envelhecimento precoce.

Isso é possível entre os 25 mil constituintes ativos dos alimentos. Entre eles, temos os compostos antioxidantes, responsáveis por neutralizar ou sequestrar esses RL, protegendo nosso corpo dos seus efeitos negativos. O perfil antioxidante de alimentos é mensurado em pesquisas científicas e aqui veremos os principais nesta escala e quais os compostos responsáveis por sua ação.

1) Uvas escuras - suco integral e vinho tinto: Quanto mais intensa a cor, mais interessante do ponto de vista funcional. Ricos em resveratrol, antocianinas e compostos fenólicos.  Estimulam o sistema imunológico, previnem certos tipos de câncer e doenças do coração (inibem oxidação da LDL e agregação plaquetária).




2) Frutas vermelhas e berries: açaí, groselha indiana, Rosa canina, crowberry, romã, mirtilos, groselha negra, morangos silvestres, amoras, gogiberry, cranberry e framboesas. Ricas em antocianinas, antioxidantes com poder antiinflamatório, fortalecem os vasos sanguíneos e linfáticos. Fontes principais de vitaminas C e E (principais vitaminas que neutralizam o RL). 





3) Maçã: antioxidantes quercetina e ácido málico, vitaminas do complexo B, C e E. Também contém pectina, fibra que contribui para a redução dos níveis de LDL e manutenção dos níveis glicêmicos.



4) Sementes - nozes, semente de girassol e pistache: fontes de gorduras saudáveis (ácidos graxos poli e monoinsaturados) e antioxidantes (vitamina E, selênio, zinco e manganês). Potentes antiinflamatórios, protegem contra doenças cardiovasculares, certos tipos de câncer, diabetes, dislipidemia e síndrome metabólica e suas complicações.




5) Chocolate amargo mínimo 70%: rico em flavonóides e polifenóis (antioxidantes), aumentam o HDL (bom), reduzem o LDL (ruim) e pressão sanguínea, prevenindo da aterosclerose.




6) Alho: Redução do estresse oxidativo, estímulo das enzimas detoxificantes de compostos carcinogênicos, indução da apoptose (morte de células cancerígenas), sinergia no efeito anti-câncer do ômega 3 e redução do efeito pró-câncer do ômega 6 e redutor de efeitos adversos de quimioterapias. Contém alicina que auxilia na redução do colesterol LDL e pressão arterial.



7) Tomate: rico em licopeno, carotenóide mais potente para estabilizar RL, protege moléculas de gordura, LDL e o DNA, prevenindo da aterogênese e carcinogênese.




8) Chá verde e chá branco: catequinas presentes são potentes antioxidantes e antiinflamatórios que inibem a ativação do fator NF-kB (ativador da inflamação), reduzindo o processo inflamatório de uma maneira geral, auxiliando na prevenção do desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.




9) Trigo mourisco, painço e cevada: fontes de antioxidantes, como a rutina, que protegem as células dos RL e de danos contra o câncer.






10) Café: rico em polifenóis antioxidantes, os ácidos clorogênicos que têm efeito de neutralizar ou sequestrar os RL e quelar metais de transição.





Aqui só foram eleitos 10 tipos de alimentos, com potente perfil atioxidante. Para quem tiver mais interesse e quiser conhecer a tabela completa com mais de 3000 alimentos analisados, classificados de acordo com o perfil antioxidante, deixe nos comentários o interesse e e-mail para envio do material.

Isso é Nutrição Funcional!
Trabalhar com o melhor que o alimento pode oferecer à nossa alimentação.
Para adequar esses benefícios à sua individualidade, consulte um Nutricionista para te auxiliar. Faça isso por você!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Longevidade

Será que hoje já temos os conhecimentos e ferramentas para viver eternamente?

Até descobrirmos isso, existem vários meios para retardar drasticamente o processo de envelhecimento e de doenças. Muito mais do que a maioria pensa, nossas escolhas é que determinam a situação de gozar de boa saúde e bom humor por longos e duradouros anos.

É como alguém perguntar: "Quanto tempo dura uma roupa, um acessório, uma casa?".... 
Bom, responderíamos... "Tudo depende do cuidado que se tem com eles". Se não fizermos nada, logo aparecem os problemas e estes podem acabar desintegrando-se com o tempo. Por outro lado, se oferecermos os produtos adequados para limpeza e manutenção, a vida de cada um pode prolongar-se, basicamente, para sempre.

Isso também é válido no nosso organismo. Apesar de ainda não conhecermos todos os princípios básicos da vida, temos o entendimento cada vez maior dos processos bioquímicos e metabólicos, do genoma humano e da expressão das suas proteínas, que nos oferecem conhecimento para direcionar nossos cuidados e ações.

Entender que o envelhecimento é um grupo de processos biológicos inter-relacionados, facilita esse árduo trabalho e amplia nossos horizontes.

As principais causas de morte por problemas de saúde - câncer, AVC, problemas gástricos, respiratórios e cardiológicos, doença renal ou hepática, diabetes - não surgem da noite para o dia, mas são o resultado de processos que duram décadas.

Nessa hora, muitos pensam que vão ao médico com frequência para fazer os seus exames e check ups... Sinto informá-los que a maioria dos tratamentos médicos convencionais lidam com processos degenerativos, ou seja, depois que a doença já está instalada. É como alguém se aproximar de um penhasco, caminhando de costas! Que tal?

Defendo que devemos sempre fazer nossos exames, sim! Mas precisamos colaborar para que os resultados sejam positivos. Muitas pessoas ficam desesperadas no momento da interpretação de um exame e sentem um alívio enorme quando percebem que até o momento está tudo bem, mesmo que ela não tenha se cuidado como deveria.

É como em qualquer guerra, se o inimigo está prestes a cruzar os portões - ou pior, se já os cruzou -, é importante mobilizar todos os meios possíveis de inteligência e armamento, atacando os principais perigos em várias frentes.

Meu pacientes conhecem essas palavras:
"Eu te dou as armas, quem vai para a guerra é você!!!"

Atrase as estatísticas! Não perca tempo cuidando mais ou menos. Mais ou menos na saúde não serve! (Você vai a um lugar mais ou menos, se tem outras opções?) Isso não é efetivo e o susto pode ser muito pior do que o que você espera!

Você tem opções! Não existe modelo de saúde preventiva sem a Nutrição. Cuide de você!