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sábado, 7 de dezembro de 2013

Bebidas açucaradas

Por que eu fico tão preocupada quando um pai ou mãe me fala que seu filho adora refrigerantes, sucos de caixinha ou sucos em pó?!

Uma pesquisa publicada na revista The American Journal of Clinical Nutrition demonstrou que o consumo frequente de bebidas adoçadas com AÇÚCARES SIMPLES, como os refrigerantes e sucos industrializados, aumentou o risco cardiometabólico em adolescentes.

Esse risco se refere a um conjunto de condições que favorecem o desenvolvimento de DIABETES TIPO 2 e DOENÇAS CARDIOVASCULARES, além de interferir negativamente nas frações de colesterol HDL (colesterol "bom") e aumentar triglicerídeos.

Este estudo foi um dos poucos que examinou as possíveis associações entre a ingestão de bebidas açucaradas e fatores de risco cardiometabólico em adolescentes.
Os resultados fornecem evidência de que o consumo moderado (>750 ml/ dia) durante a adolescência pode ter consequências NEGATIVAS para a saúde, devendo ser LIMITADO.

Se para as crianças e adolescentes já é perigoso, imagine para os adultos!

Vamos repensar e refletir o que estamos colocando no carrinho de compras?!

Alguns países já planejam aplicar impostos adicionais em bebidas açucaradas, defendendo a hipótese que a taxa diminuirá gastos públicos com obesidade e financiará iniciativas saudáveis em escolas.


Vamos ficar atentos!

- Refrigerantes e outras bebidas açucaradas são a maior fonte de calorias (vazias) da sua alimentação. (Dietary Guidelines for Americans, 2011)

- Uma porção extra de bebidas açucaradas por dia eleva o risco de obesidade de uma criança em 60% (The Lancet, 2001)

- Um ou dois copos de bebidas açucaradas por dia aumenta o risco de diabetes tipo 2 em cerca de 25% (Diabetes Care, 2010)



domingo, 1 de dezembro de 2013

Oleaginosas





As frutas oleaginosas são alimentos ricos em nutrientes, como gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, fibras, sais minerais (potássio, cálcio, magnésio), antioxidantes (selênio e vitamina E), vitaminas (ácido fólico, vitamina E, niacina), fitoquímicos (carotenoides, flavonoides, e fitosteróis). Apesar do alto valor energético, em virtude da composição de ácidos graxos, as oleaginosas podem influenciar beneficamente a saúde humana.

Os fitoquímicos encontrados nas frutas oleaginosas têm sido associados com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, anti-proliferativas, antivirais, quimiopreventivas e hipocolesterolêmicas (diminuição do colesterol). 

Um estudo publicado na revista The New England Journal of Medicine (NEJM) demonstrou que o consumo diário de frutas oleaginosas (como nozes, avelãs e amêndoas) foi associado com menor mortalidade, independentemente de outros preditores de morte.

Apontaram que apenas uma porção (28g) por dia de frutas oleaginosas pode reduzir em 20% o risco de morte, ou em 29% os riscos de morte por doenças cardíacas e reduzir em 11% o risco de mortalidade por câncer.

Outros estudos também demonstraram que o seu consumo está associado com a redução da incidência de doença cardíaca coronariana, cálculos biliares e diabetes tipo 2, influenciando na redução do colesterol, estresse oxidativo, inflamação, pressão arterial e adiposidade visceral.


Então, que tal incluir esses alimentos na sua rotina?! Aproveite para ter esses benefícios de forma saborosa e nutritiva!


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Ômega 3 : A gordura essencial


Os ácidos graxos essenciais englobam o ômega 3 (ácido linolênico) e ômega 6 (ácido linoléico), os quais nosso corpo não consegue produzir e precisam ser consumidos na dieta.
São essenciais para a produção de componentes (prostaglandinas e eicosanóides) responsáveis pela regulação da coagulação sanguínea, pressão arterial, frequência cardíaca, resposta imunológica e uma ampla variedade de outros processos biológicos.

O ômega 6 (ω6) é encontrado em alimentos como óleos vegetais e de sementes, como girassol açafrão, milho, soja e amendoim. Pela sua facilidade de consumo, a maioria das pessoas têm seus níveis adequados ou até acima do recomendado.

O ômega 3 (ω3) é dividido em EPA (eicosapentanóico), DHA (ácido docosaexaenóico) e ácido alfa-linolênico (ALA). O ALA pode ser convertido em EPA e DHA e é geralmente encontrado em sementes de linhaça, canola e nozes (e seus óleos derivados). EPA e DHA podem ser encontrados na gordura do peixe, como arenque, salmão, truta e cavala, óleo de fígado de peixer brancos magros e de baleia e algas. Como o seu consumo não é tão frequente, muitos lançam mão do uso de suplementos nutricionais para adequar suas necessidades.

Efeitos benéficos do ω3

- Proteção contra doenças cardíacas, câncer, artrite e condições inflamatórias, como alergias, dermatites, asma, doenças inflamatórias intestinais e outras.
- Propriedades anti-inflamatórias, anti-trombótica e vasodilatadora, positivas para pacientes com doenças cardíacas, hipertensão arterial, infartos do miocárdio, Diabetes Mellitus, artrite reumatóide e colites.
- Melhora o perfil de triglicerídeos e reduz os níveis da pressão arterial e proteína C reativa.
- Favorece a manutenção do peso.
- Em esportistas, apresenta ação anti-inflamatória dos vasos, músculos, cartilagens e articulações, além de proteger contra o estresse causado pelo exercício.
- Efeitos positivos na saúde cerebral, favorecendo a concentração, raciocínio, memória e melhor dos sintomas da depressão, transtornos obsessivos compulsivos e transtornos de déficit de atenção/hiperatividade.
- Efeitos protetores do cérebro e retina.
- Durante a gestação, contribui para o desenvolvimento cerebral, intelectual, neuronal, sistema imunológico e retina do feto, além de prevenir o nascimento prematuro.
- Previne depressão pós parto, já que grande parte dessas gorduras são transferidas para o feto no último trimestre da gestação e durante a lactação.
- Auxilia na prevenção da Doença de Alzheimer e melhora a função cognitiva naqueles que já têm a doença instalada.
- Importante coadjuvante da longevidade saudável.

Balanço 

As dietas modernas nem sempre oferecem o devido equilíbrio entre o consumo de ω6 e ω3, sendo comum encontrar desproporcionalidade entre os dois. A ingestão desequilibrada de altos teores de ω6 cria um meio perfeito para o aumento da viscosidade sanguínea, da vasoconstrição e da inflamação generalizada que compremetem nossa saúde.

Isso ocorre devido a transformação do ωa gama-linolêico e, depois, a ácido araquidônico, precursor de eicosanóides "ruins" específicos, que podem promover vasoconstrição e elevação da pressão arterial, além de influenciar processos fisiológicos como angiogênese, apoptose, proliferação celular e função das células imunológicas.

Além disso, é preciso saber avaliar a necessidade de EPA e DHA. Algumas patologias ou condições se beneficiam mais de um ou de outro, sendo importante considerar as proporções destes também.

Segurança

É preciso ter cuidado na escolha de marcas de ω3, procurando aquelas livres de contaminação por metais pesados, como o mercúrio.

Outro cuidado para pessoas que vão ser submetidas à algum procedimento cirúrgico: o EPA tem efeito anti-trombótico e interfere na coagulação sanguínea, aumentando o tempo de sangramento. Assim, o recomendado é suspender o uso um tempo antes.

Se você tem colesterol alto, também deve dar atenção ao seu uso. Só faça isso com indicação médica ou do seu nutricionista.

Dentro desse contexto, é sempre importante consultar seu nutricionista para adequar o seu uso à sua necessidade individual.